domingo, 26 de abril de 2015

Câmera modificada e lente 50mm F1.8

Até um tempo atrás eu estava pensando se eu juntava dinheiro para uma câmera específica para astrofotografia (CCD refrigerada). Mas parei pra pensar melhor e me veio um outro caminho a tomar: Que tal modificar a câmera que eu já tinha para tirar o máximo que ela pode dar.
Então depois de pesquisar melhor e achar um profissional que fizesse bem esse serviço, já que eu não tenho prática em eletrônica para arriscar minha única câmera para registrar DSO. Comprei o filtro BCF Baader e mandei o equipamento para o profissional, que realizou um trabalho impecável. E com certeza posso afirmar que essa modificação valeu muito a pena. Posso me contentar por mais um bom tempo com minha Canon T3 modificada, pois os resultados estão surpreendendo em comparação com os registros anteriores, mais detalhes exigindo bem menos e com certeza o registro do h-alpha presente em boa parte das nebulosas. Se você possuir uma Canon e não for atrapalhar em nada a modificação em relação ao seu uso da câmera no dia a dia, vale muito a pena.

Mas outra coisa a citar que vale a pena, é a lente 50mm F1.8 da Canon. Eu andava namorando ela por muito tempo, até que resolvi comprar. E digo também que foi outra excelente ideia. Pois ela tem um custo benefício elevado. Normalmente lentes com F4 pra baixo tem preços cada vez mais elevados dependendo da distância focal. E essa com F1.8 dá pra fazer coisas incríveis com ela. Vou postar dois resultados que ficaram muito bons, ainda longe do ideal, pois pretendo melhorar cada dia mais... Porém o resultado é fantástico.





A primeira imagem foi feita apenas com 4 frames de 30 segundos, e já destacou muito bem a nebulosa de órion, fantástico! Minha outra lente penaria muito pra chegar em um resultado assim. Mas a segunda imagem representa o quanto essa lente é realmente boa, pois os detalhes capturados são impressionantes do centro da via láctea. Essa imagem foi feita com 25 frames de 60 segundos, algo mais trabalhado e que demonstra o custo benefício dessa lente. O barato nem sempre sai caro, já que ela cumpre um papel excelente por um preço bem baixo em relação a maioria das lentes com F3.5 ou menor.

Céus limpos!

sábado, 28 de março de 2015

Muitos resultados após um tempo sem escrever

Após esses meses na correria, comemorações de final de ano e férias volto com muitos resultados e experiências novas, tanto registro planetário que é minha segunda opção de prioridade, quanto registro de DSO que é meu preferido. E pretendo comentar essas novas conquistas aqui nas semanas seguintes.

É difícil escolher qual a imagem preferida ou qual foi a mais impactante, pois todas me surpreenderam (nebulosas, galáxias e planetas). Mas a que mais demonstra a evolução minha na astrofotografia foi um registro do planeta Saturno que fiz recentemente. Ainda estou longe de atingir o nível que quero no registro planetário (que não é minha prioridade, já que prefiro DSO), mas comparando a última captura com a minha primeira captura de Saturno, fica claro como o processo de evolução na técnica de fotografar os astros evoluiu, não só na parte da captura, mas também na parte do uso de softwares.


 Esta imagem acima foi obtida no meio do ano de 2013, com o telescópio Skywatcher 150/1000 em uma EQ3-2, barlow 2x e a câmera Canon T3. Este é único frame, pois na época tentar empilhar no Registax 6 não ajudou muito. Devido a limitações minhas na época...


Já esta outra imagem foi feita dia 23/02/15 com o mesmo telescópio em uma HEQ5, barlow 5x GSO e câmera expanse color 120. Foram utilizados 600 frames para compor esta imagem e que mostra com clareza a evolução. O impacto do resultado me empolgou bastante, pois no intervalo de captura entre a primeira e a segunda imagem não houve nenhuma outra tentativa para registrar Saturno, não houve falhas e falhas, dores de cabeça e evolução aos poucos, não houve pequenos progressos (lembrando que não quero desmerecer estas pequenas evoluções), mas isso aconteceu pela experiência adquirida nesse tempo, principalmente no registro de DSO que me amadureceu bastante na utilização de equipamentos e técnicas. E depois disso passei a brincar com softwares, e mais depois ainda a testar a experiência com Júpiter, utilizando métodos corretos e melhor os softwares para este fim, e aos poucos Júpiter foi ficando melhor e melhor. Então Saturno começou a surgir...
Quero deixar claro que há uma diferença no equipamento que também possibilitou isso, como a mudança de barlow e principalmente da câmera que é própria para este registro. Mas os primeiros registros de Júpiter com configurações parecidas deixavam muito a desejar, o que demonstra que ter noção de como fazer as coisas, mais experiência ajuda bastante. Nada que insistência e mais conhecimento para chegar lá...

E este progresso orgulha qualquer astrofotógrafo, é maravilhoso ver aos poucos que seu "trabalho", digo "trabalho" porque dá trabalho tudo isso, mas é um hobby e significa que isso é algo que te dá prazer aos praticar, e não uma obrigação.

Céus limpos!